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A Tradição Pandêmica

Mais um assunto pontual, como na semana passada também foi, para falar um pouco sobre a mais nova pandemia. Eu não sou médico muito menos um infectologista, apenas um psicólogo. Então o objetivo desse artigo não é descrever maneiras de prevenção, como identificar casos suspeitos ou como prevenir que o sistema de saúde entre em colapso. Existem fontes melhores e mais confiáveis sobre o assunto. Queria conversar sobre aquilo que fazemos, nossas ações frente as adversidades: O  tradicional e o adaptado.


Então cancelem a viagem e preparem-se para o artigo!


Você já deve ter ouvido que passar por de baixo da escada ou passar por um gato preto traz azar. Muita gente diz isso e mais, segue essas regras com uma qualidade invejável. Mudam de calçada e se impossível, pegam caminhos alternativos, mesmo que demore algumas horas a mais. Mas de onde essa ideia nasceu?


Provavelmente ninguém vai descobrir, mas no caso da escada, alguém deve ter se dado muito mal logo após ter atravessado uma, seja sendo atropelado por uma carroça, seja por uma lata de tinta cair na cabeça dele, momentos antes de uma entrevista de emprego. Então nesse caso, temos duas possibilidades: Faz muito sentido não passar de baixo da escada, diminuindo consideravelmente o número de pessoas fazendo cosplay de Blue Man Group ou fazemos isso por que, bem, todos fazem.

A maquiagem circense começou com um acidente na montagem da tenda.

O mesmo podemos pensar com a COVID-19, conhecido popularmente como coronavírus. Fica até chique falar COVID. Diversas tradições serão testadas, seja apertar a mão, dar um abraço ou um beijo em um conhecido. Todos esses comportamentos ajudarão na proliferação do vírus e, honestamente, não existem motivo reais para esses comportamentos ocorrerem. Não falo isso por ser introvertido, já que essa é a forma correta de demonstrar afeto, mas o nosso contato tem a mesma função do abaixar a cabeça japonês. Existe a regra, mas ela não é estritamente necessária.


Aqui entra o problema da tradição. Se adaptativo, tais ações deveriam cair em desuso e ações melhores deveriam tomar conta, pelo menos até um segundo momento. Já podemos ver pessoas se adaptando: bater os pés, um aceno de longe ou cumprimentar com o cotovelo. Quem se adaptar tem maior chance de não contrair o vírus. O contrário também é verdade.

O segundo produto a base de álcool mais vendido no país.

Com o final da pandemia, tais adaptações poderiam deixar de existir, mas não é certeza. Pode ocorrer algo semelhante ao álcool em gel, que fez todos terem um potinho em casa, para a felicidade da indústria do gel ou como ocorreu com as compras do mês, que eram uma necessidade no passado.Isso pode até ser benéfico futuramente, com menos contato, menos chance de um alastramento grande na próxima vez que seres superiores resolverem jogar a versão deles de Plague.inc.


O que temos certeza é: Mudanças nas tradições são necessárias e talvez se tornem permanentes. Cultos religiosos podem se tornar online, almoços em família podem ser a domicílio e o pôquer de final de semana pode ser nas estrelas.

A melhor opção para acessar a rede mundial de computadores. Só se você quiser ser alvo de hackers e golpes.

O coronavírus é um problema sério de saúde e logística para todos os países do globo, e com certeza um vento catarrento de mudança.


Por hoje é tudo, tenham uma semana reforçadora e segura!

Se você está localizado em Sâo Paulo, Santo André, São Bernardo ou São Caetano ou tem facilidade de locomoção pelo metro, venha conhecer as nossas instalações.

A clínica localizada entre a Rua Bom Pastor e a Avenida Nazaré, próximo ao Museu do Ipiranga.

Próximo as estações Alto do Ipiranga e Sacomã da Linha 2 Verde do Metro.

Permita-me participar da sua mudança!

© 2019 por Gustavo Engelmann Cunha.