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Jogo de PlayStation 4, vida de Atari

Atualizado: Fev 4

Esse é o primeiro artigo que coloco nesse blog. Em pleno 2019.


Todos disseram para eu parar, que era uma ideia velha, que ninguém mais lê blog hoje em dia. Não ouvi e não quero ouvir elas.


Adianto já a estreia do meu canal do Youtube para 2025 e das minhas lives do Instagram para 2030. Mas agora vamos ao que interessa!


A OMS definiu que a partir da sua 11ª classificação de doenças, o vício em jogos de videogame serão considerados um transtorno.


Isso quer dizer que pessoas com esse transtorno terão acesso a tratamentos, um código para se identificar entre os profissionais que ela incessantemente é atendida e um nome para se referir quando inevitavelmente alguém julgar ela por que acessa os serviços de saúde psiquiátrica, já que ainda existem tabus sobre o assunto. YAAY

Parabéns, é a hora de um novo diagnóstico!

Tudo isso é verdade e faz sentido, é importante a categorização e a classificação de transtornos para que as pessoas compreendam quais são as queixas e para nortear os tratamentos que devem ocorrer para ela melhorar.


Não é ignorando a pessoa e nem simplesmente removendo o Atari do cidadão que tudo em volta dele vai mudar.

Olha isso, parece até a foto da mata atlântica que meu tio Wanderley tirou.

Existem diversos motivos para entendermos o por quê desse diagnostico, o momento atual e as perspectivas futuras, com quem esse diagnostico faz sentido e como ele se demonstra dentro desse grupo.


Nesse artigo eu queria pensar com vocês brevemente algumas delas. A OMS, creio, não tem uma versão alterada de Detetive para a criação de diagnósticos, mas sim muita gente especializada que julgou necessária a adição por um motivo.

General Mostarda, vícios em jogos na cozinha!

Mesmo ocorrendo com várias pessoas, devemos pensar em qual poderia ser o público mais afetado desse transtorno e observar quais as características que podem definir o por que desse comportamento.


Se você pensou que esse diagnostico é comum em senhoras de 95 anos, viúvas a 30 anos, acertou.


Pera, não.


São jovens do sexo masculino. Videogame é coisa de menino, como diziam.

Por mais legal que seja essa foto, não é ela que fica 32 horas jogando Rocket League por dia.

Discordo completamente que existam coisas de menino e de menina, mas a indústria de jogos com certeza tem um foco em fazer jogos específicos. E isso acontece desde os anos 80.


Desde aquela época e o grupo de pessoas que jogam só aumentou. Mesmo o estereotipo se tornou frágil, a demografia de quem joga mudou nos últimos anos, com o habito se tornando mais comum e aceito por diversos grupos sociais. Não é mais coisa de NEEEERD.


Maravilha, agora todo mundo joga, mas isso não explica o transtorno, nada explica!


Calma caro leitor, isso explica o motivo de termos um olhar que vale um diagnostico dessas organizações. Uma andorinha só não faz página de manual. Se apenas uma pessoa jogasse por 30 horas ao dia, é apenas um vício, não uma adição especifica.


Como um grupo, nós socializamos de maneiras diferentes meninos e meninas e isso influencia como lidamos com o sofrimento.


Garotos devem esconder o choro e são incentivados a resolverem sozinhos os problemas, garotas podem demonstrar a sua dor e ir atrás de ajuda. Isso acontece desde que somos piquitituchos de diversas maneiras.

Se tem uma coisa que todos devem aprender nesse filme é: Let it go, colega, let it go.

E como qualquer pessoa que tenta aprender a limpar a casa sozinho, existem problemas no aprendizado. Se já é difícil com alguém ensinando, imagina sozinho. Sem outras pessoas, é na tentativa e erro.


Para um jovem, perdido no mundo, deu ruim algo na vida? A única coisa que fez ele se sentir melhor até hoje foi partida ultra blaster master divertida de Dota.


Isso aumenta a chance de da próxima vez que algo der errado: Sim! Dota é a solução!


E os problemas, dificuldades, sofrimentos da vida podem aumentar... Não... Eles VÃO aumentar. A vida é cheia de pepino, uns grandes, outros maiores. Se o único jeito de lidar com eles é jogar então...


Mais Dota, mais Dota!


Isso, amigo, Dota se torna uma maneira de manejar o mundo! E essa verborragia minha poderia acabar aqui, mas não. Nada vai me parar, não agora.


Temos um algo a mais para falar, um lado importante.

Geralmente os pepinos da vida não são tão legais quanto o Rick.

Como os jogos são legais hoje.


Snake não é tão complexo e legal quanto Overwatch. Asteroids não conta uma história tão emocionante quanto The Last of Us. O que você pode fazer nos jogos de hoje em dia não se compara com os de antigamente e isso é fantástico.

O Joker e os jogos roubarão seu coração.

Você pode ser o herói da história, pode ter os relacionamentos que sempre quis ter, as opções são infinitas. O que pode te prender cada vez mais nos jogos e longe desses contextos do lado de fora do apartamento.


Interagir com o mundo é sofrer e interagir com os jogos é vibrar.

Por que sair de casa se a piada chega nos dubladores?

E mais legal ainda, todos estamos conectados, jogar nunca foi tão social quanto hoje. O que levando um contexto de vida com qualidade é ótimo, mas quando se é a única coisa que tem, pode ser problemático. Conversar com pessoas do mesmo jogo, com dubladores, com desenvolvedores. A sua vida pode virar parte do jogo.


Olhar para uma pessoa sofrendo não é fácil e por mais que retirar o Master System seja a solução aparentemente mais fácil, provavelmente não é a melhor. O buraco é mais em baixo.


#psicologia #jogos #vício #entreterimento #pop #DSM #CID #comportamento #vida #saúde


Se você está localizado em Sâo Paulo, Santo André, São Bernardo ou São Caetano ou tem facilidade de locomoção pelo metro, venha conhecer as nossas instalações.

A clínica localizada entre a Rua Bom Pastor e a Avenida Nazaré, próximo ao Museu do Ipiranga.

Próximo as estações Alto do Ipiranga e Sacomã da Linha 2 Verde do Metro.

Permita-me participar da sua mudança!

© 2019 por Gustavo Engelmann Cunha.