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A Origem da Depressão Parte 2 - Um Motivo não é o Bastante

Ah, finalmente chegamos na segunda parte desse lindo artigo que diz algumas maneiras que entramos em depressão. E como dissemos na primeira parte, que você pode ler, todinha aqui, é um tema valioso e importante, mas não para quem convive com ele e provavelmente, nenhuma dessas origens é exclusivamente causa da sua depressão, mas pode ter sido um fator importante.

O primeiro desses tópicos nessa segunda parte é o clássico. Aquele chefe peculiar, que faz comentários de duplo sentido toda vez que você entrega algo ou pede algo evitando ter que responder de verdade, aquelas horinhas diárias no trânsito, aquela mão que se transforma em um alienígena, você sabe, a rotina do humano moderno.

Não é incomodo quando uma parte do seu corpo é possuída por um alien?

Essa situação meio seca, meio molhada é uma forma de nos deprimirmos. Se não tivermos problemas, não faz nem sentido discutir essa origem, e se for algo muito estressante, como três horas de trânsito, um chefe que chega ao ponto de ser abusivo, buscamos um novo emprego, um novo relacionamento, mas essas situações mais ou menos… eh…

Uma outra forma é quando temos vantagens em nos deprimirmos. Quando o mundo diz, vale a pena ficar triste, sentir-se sozinho, por que desse jeito, ganhamos algo em troca, seja o carinho de uma pessoa especial, seja um dia de folga no trabalho.

Mas isso é uma pessoa mal caráter, isso sim!

Caro leitor, pode sim parecer com isso, que essa pessoa está sendo maldosa, manipuladora com quem a ama, mas não. Isso pode ocorrer sem a pessoa estar ciente disso e se perguntada, provavelmente ela se sentiria péssima com essa descrição e acharia que é maldosa. Mas ela também, se puder, deixaria que jovens despreparados terminassem o que ela começou.

Luke, vai ali para mim e destói o império para mim? Por favorzinho?

Se essa pessoa pudesse escolher, provavelmente não iria querer que isso aconteça, mas a vida é como andar de bicicleta na descida. Podemos pedalar, iremos mais rápido e isso é ter ciência da situação, mas mesmo que não façamos nada, continuamos descendo a ladeira, isso é apenas viver como ela está posta. Nesse caso, estamos descendo a ladeira sem pedalar. E para melhorar, temos que dar meia volta e subir a ladeira.

Por fim, você já deve ter ouvido aquela história da pessoa que tem tudo e ainda sim entrou em depressão. Não é? Provavelmente você pensou por dois artigos inteirinhos nessa frase e nada compreendia por completo essa descrição. Mas está aqui. Sim! Discutiremos quem é chamado por todos em sua volta como “ingrato, que não dá valor ao que tem.” Mas como todos os aspectos desse artigo, não é bem assim.

A última forma que discutiremos de entrar em depressão é essa. Eu vivo a minha vida, corro para todos os cantos, consigo um trabalho bacana, formo família, faço trabalho comunitário, levanto a mão quando me pedem para salvar a terra de uma gelatina rosa e no final das contas, depois de tudo isso, eu só queria trabalhar como cabeleireiro. Uma das maneiras de entrar em quadros depressivos é essa: não buscar aquilo que amamos.

Talvez para você não faça sentido querer salvar o mundo...

Pode parecer clichê (e é), mas uma vida bem vivida é aquela que fazemos o que gostamos, não o que nos é dito para ser feito. Quando nenhuma depressão faz sentido a partir desses outros aspectos, talvez, temos que repensar o que estamos fazendo com a nossa vida e o que gostaríamos realmente de fazer. Mas não vai ser em um artigo de depressão que vamos discutir isso, talvez em um de valores ou de escolhas. Dicas para próximos artigos...

Não acredito que eu fiz referência a um filme do Adam Sandler. O que eu me tornei...

Mas por hoje é isso! Arrivederci.

Se você está localizado em Sâo Paulo, Santo André, São Bernardo ou São Caetano ou tem facilidade de locomoção pelo metro, venha conhecer as nossas instalações.

A clínica localizada entre a Rua Bom Pastor e a Avenida Nazaré, próximo ao Museu do Ipiranga.

Próximo as estações Alto do Ipiranga e Sacomã da Linha 2 Verde do Metro.

Permita-me participar da sua mudança!

© 2019 por Gustavo Engelmann Cunha.