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A ansiedade nesse período de Corona

Bem, o corona está ai, pelo menos por algum tempo. E como vimos, podendo mudar as nossas relações por algumas décadas. E essa maior preocupação, traz uma intensificação dos relatos e das notícias. O que era um detalhe dos sites de notícia, agora é o foco. E é importante, devemos manter informados o maior número de pessoas, mas uma alta exposição ao problema pode causar problemas.


E esse é o assunto de hoje.


E essa sensação de desespero, de despreparo acaba nos super-mercados, com compras intensas. Pessoas montando bunkers para tentar sobreviver sem sair de casa. Seja comprando a essencial comida, seja comprando produtos de segurança, como álcool em gel e coisas que parecem ser essenciais como papel higiênico.


E alias, para quem, no desespero, comprou papel higiênico demais, recomendo usar como um móvel novo na sua casa, uma poltrona, uma cama. Algo que você possa se encostar em caso de uma crise de ansiedade ou de pânico. Acontece e ela passa.

Se for montar um bunker, pelo menos leve em conta o quanto você usa de água, comida e papel higiênico. Ter que comer o material a base de celulose não é legal.

Mas o rombo na carteira não é o único problema, temos também situações deploráveis, como racismo com pessoas asiáticas, curas mágicas e teorias da conspiração. Buscar, acreditar e focar nisso não vai ajudar em nada. O que ajuda é o distanciamento, a higienização das mãos, impedir a transmissão de fluidos corporais e a redução do contato com da mão com o rosto. Ninguém vai resolver o problema misticamente ou com agressões.


E sentir medo ou ansiedade em uma situação dessas é normal. Não sabemos como será o futuro, mesmo com todas as precauções. Não sabemos se as nossas pessoas queridas estarão aqui amanhã ou se conseguiremos nos reerguer depois da meia-noite.


O medo desse inimigo invisível é inevitável e como já dizia H.P. Lovecraft: “A mais antiga e forte emoção é o medo, e o tipo mais forte e antigo de medo é o medo do desconhecido” (tradução minha).

Compreenda como ele que o medo é um dos sentimentos mais antigos, não seja como ele: Racista. Até ele se arrependeu no final da vida de suas atitudes.

Agora, se apenas olharmos para o abismo, o abismo olha de volta e as tolices aparecem. Temos então que dar um gelo nesse buraco, olhar para qualquer outra coisa. Fazer algo prazeroso, como jogar Pandemic com a família (não faça isso) ou contar histórias do passado em frente à lareira.


Mas eu que não tenho esse tempo livre e o trabalho não vai parar? Pego metro, trem e balão lotados todo dia.


Primeiro, qual a lotação máxima de um balão? Levemente curioso aqui.


Ainda estamos entrando nessa situação de crise. Entendo que alguns não podem trabalhar de casa, mas existem distrações possíveis. Não dá para ficar jogando Free Fire no meio da rua, por que você pode bater a cara em alguém infectado ou pior: em um poste.


Existem distrações menores, como rádio, música, podcasts, audiobooks podem ser a solução, assim como conversar com amigos pelo celular. Claro, apenas depois de tomar as devidas ações de segurança. Não ouça um livro do lado de uma pessoa tossindo sem colocar a mão na boca.


No entanto, nada disso vai apagar o medo que sentimos do corona. Nem mesmo tomar uma Corona. Tentar acabar com ele é colocá-lo no cheque especial, ele vai voltar e com os juros bem altos. A conta chega bem salgada.


É difícil, não temos controle sobre o vírus. Temos que nos resguardar e diminuir as situações ansiogênicas. As notícias não vão mudar drasticamente do jornal da manhã para o jornal da noite. Veja apenas um, cheque as manchetes de sites de notícias uma ou duas vezes ao dia. Não veja o jornal da madrugada. Pequenas coisinhas assim são essenciais para aplacar o sentimento.

Você não acalmaum ente querido contando para ele que a sua casa pegou fogo.

Temos que sentir a ansiedade da mesma maneira que o sistema de saúde deve enfrentar a pandemia, espaçar o tempo entre fontes ansiogênicas/casos de infecção para não sobrecarregar o nosso corpo/sistema de saúde.


Mas por hoje é isso, tenham uma semana reforçadora e segura!

Se você está localizado em Sâo Paulo, Santo André, São Bernardo ou São Caetano ou tem facilidade de locomoção pelo metro, venha conhecer as nossas instalações.

A clínica localizada entre a Rua Bom Pastor e a Avenida Nazaré, próximo ao Museu do Ipiranga.

Próximo as estações Alto do Ipiranga e Sacomã da Linha 2 Verde do Metro.

Permita-me participar da sua mudança!

© 2019 por Gustavo Engelmann Cunha.